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GNOME LogoA versão 2.24 do GNOME, excelente ambiente gráfico para sistemas operacionais Unix ou baseados nele, como o GNU/Linux está para ser congelada para tradução.

O processo de congelamento para tradução, originalmente chamado de String Freeze, em poucas palavras, é um meio que os programadores dos softwares que oficialmente compõem este ambiente gráfico dão aos colaboradores que participam em grupos de trabalho espalhados pelo mundo todo, a oportunidade de trabalharem com arquivos contendo as frases e palavras que aparecem nos programas, traduzindo-os para o idioma desejado.

Aqui no Brasil, há um grupo atualmente liderado por Leonardo Fontenelle, que atua na gerência e garantia das traduções feitas para o Português Brasileiro. Se você deseja se tornar um colaborador, acesse a página do GNOME Brasil e clique no link “Colaborar”. Ah! Para um melhor desempenho, não se esqueça de ler o pequeno tutorial sobre como ajudar.

Torne-se um evangelista do Software Livre e de Código Aberto. Use Linux e o GNOME como ambiente gráfico principal e dê uma folga para seu bolso.

Como eu havia deixado implicitamente neste post, minha intenção ao aprender a programar em .NET é unir o útil ao agradável. Ou seja, desenvolver aplicativos que possam ser executados tanto em Windows quanto em Linux e porque não Mac OS X?

Nos últimos meses andei pensando bem e resolvi que Java é uma tecnologia que não devo me envolver, pelo menos por enquanto. Quem sabe um dia eu me enverede “pelo cafezal”?

Como desenvolvedor Free-lancer, para minha alegria, finalmente ontem (14/03/2008) o Mono Project anunciou o lançamento da IDE MonoDevelop 1.0. Para quem não sabe, o MonoDevelop está disponível para uma gama enorme de distribuições Linux e para Windows e Mac OS X. Ou seja, só não aprende a programar usando a IDE grátis quem não quer ou tem o rabo muito preso com softwares da Microsoft. Infelizmente.

Para a alegria dos Linuxers e simpatizantes do projeto, tomei a liberdade de baixar duas telas da referida IDE do site do Mono Project para disponibilizá-la aqui também. Deliciem-se.

Mono Develop IDE

Esta tela mostra alguns recursos de edição de código, como Code Complete, dentre outros.

Mono Develop IDE

Já esta tela mostra o editor de formulários.

Hora de baixar os pacotes para instalação e colocar o excelente Ubuntu Linux para desenvolvimento. Adeus dependência da plataforma da Microsoft, leia-se, Windows.

Créditos das telas: Site do Mono Project.

Pra que complicar se podemos simplificar?

Mono e .NET

Créditos da imagem: Grupo Mono Project, no Facebook

Ser um blogueiro cristão não significa que necessariamente se deva ser um fanático religioso que só ouve salmos e leia a Bíblia a todo instante.
Assim como muitos, eu sou um amante da música e diga-se de passagem, de uma boa música.

Há tempos atrás, escrevi um post sobre o Listen, um player muito bom para o Linux. Mas nas minhas andanças pela web, acabei parando no blog Padoca Virtual, que postou um artigo sobre mais um player multifunção: o Songbird.

Com a aparência inicial do famoso iTunes, da poderosa Apple Computer, e capitaneado pela Mozilla Foundation, o Songbird veio para arrebentar: Só para se ter uma idéia, ele está disponível para Windows XP e Vista, nativamente para Fedora e Ubuntu Linux e MacOS X. E, atualmente na versão 0.4 já desponta com grande vantagem sobre os concorrentes.

Songbird

Suas funções vão além de um player de música convencional. Ele toca praticamente todos os formatos de áudio suportados, vídeos, permite que você organize em playlists aquela bagunça de arquivos em mp3 espalhada pelo seu HD, monta uma biblioteca de todos eles e de quebra ainda deixa você fazer downloads de músicas hospedadas em “Audio Blogs” usando o navegador web embutido, baseado no excelente Mozilla Firefox. Tem suporte a “peles”, chamados Feathers, que permitem a você personalizar a aparência do “pássaro cantor”. E, assim como o Firefox, já existem diversos Add-Ons (ou extensões) para você deixar o Songbird do seu jeito. Inclusive o AlbumApplet, um add-on que monta uma lista de capas de seus CDs no estilo do CoverFlow do iTunes.

A única queixa que tenho dele é que ainda não está disponível um equalizador gráfico, o que deixa o som um pouco feio, mas mesmo assim, com uma boa qualidade. E para amantes da música, como eu, ouvir sua música predileta com aquele efeito “flat” é terrível. Mas espero para breve, uma atualização com esta função que é indispensável.

Curioso sobre o Songbird? Sinta-se à vontade para mexer no ninho da “ave”.
E se você curte design ou gosta de programar, junte-se ao time de desenvolvedores e monte um Feather ou crie um Add-On que ainda não vimos em outro player. Que tal? A equipe de desenvolvimento agradece.

iTunes, Windows Media Player, Listen, AmaroK? Nunca mais!
Agora meu player predileto é o Songbird!

Esse artigo é para aqueles que trabalham com WebDesign ou estão iniciando na programação no Mac e ainda não se aventuraram em projetos com a utilização de softwares gerenciadores de bancos de dados como o MySQL, conhecidíssimo e muito usado pelos linuxers ou o utilizam em seus projetos e gostariam de um SGBD mais robusto, como o PostgreSQL.

Para efeito de copyright estou me baseando no tutorial PostgreSQL on MacOS X, disponível em inglês na página da Apple Inc.. Lembrando que estou usando softwares disponíveis para o Mac OS X na plataforma Intel.

Sem mais delongas, vamos ao que realmente interessa:

Se você ainda não usa o Fink, um gerenciador de downloads de softwares portados de várias plataformas para o Mac (corrijam-me os veteranos se eu estiver errado), vamos instalar ele primeiro para depois prosseguir com a instalação do PostgreSQL.

Instalando o Fink
1. Acesse a página de download do Fink e baixe a última versão disponível. No meu caso foi o Fink 0.8.1 Binary Installer (Intel), que pesa aproximadamente 15 MB.
2. Depois que o download estiver concluído, abra o arquivo Fink-0.8.1-Intel-Installer.dmg e dê um duplo-clique no arquivo de pacote chamado Fink 0.8.1-Intel Installer.pkg.
3. Depois de responder algumas perguntinhas de praxe o Fink estará pronto para instalar.
4. Confirme a instalação e pronto. Finished!
5. Abra o Terminal e na linha de comando digite:

fink scanpackages; fink index

para atualizar a lista de pacotes de programas que o Fink pode instalar automaticamente.
6. Pronto! O Fink está instalado no seu Mac.

Instalando o PostgreSQL
1. Antes de instalar o PostgreSQL você vai precisar instalar um pacote chamado readline e o modo mais fácil de instalar é como? Usando o Fink, certo?!
Abra o Terminal e digite a seguinte linha:

zehrique@producao:~> sudo /sw/bin/fink install readline

2. Você pode instalar um port do PostgreSQL usando o Fink, mas a Apple não recomenda esse método, porém eles deixaram uma pequena dica de como instalar o SGDB “na mão”.
Mais uma vez você vai ter de abrir o Terminal e seguir o procedimento abaixo:

zehrique@producao:~> cd /usr/local/src
zehrique@producao:src> sudo sh
Password:
root@producao:src> mkdir postgres
root@producao:src> cd postgres
root@producao:postgres> curl -O ftp://ftp2.br.postgresql.org/postgresql/source/v8.2.3/postgresql-8.2.3.tar.gz
root@producao:postgres> tar -xzvf postgresql-8.2.3.tar.gz
root@producao:postgres> cd postgresql-8.2.3

3. Agora que você tem o código fonte, você pode executar os scripts de configuração, compilação e instalação. Mas já que instalamos o readline pelo Fink, vamos adicionar os diretórios dele como argumentos para o script de configuração:

root@producao:postgresql-8.2.3> ./configure --with-includes=/sw/include/ --with-libraries=/sw/lib
root@producao:postgresql-8.2.3> make
root@producao:postgresql-8.2.3> make install

4. Depois desses passos, você deve criar um usuário comum chamado postgres que é quem terá domínio completo sobre o banco de dados. Após criá-lo, mais uma vez abra o Terminal e faça o seguinte:

root@producao:~> mkdir /usr/local/pgsql/data
root@producao:~> chown postgres /usr/local/pgsql/data

5. Faça o login com o usuário postgres e inicialize o banco de dados, como a seguir:

root@producao:~> su -l postgres
postgres@producao:~> /usr/local/pgsql/bin/initdb -D /usr/local/pgsql/data

6. Para simplificar a execução de programas do PostgreSQL, você pode setar a variável de ambiente PATH para o caminho onde eles se encontram:

postgres@producao:~> export PATH=$PATH:/usr/local/pgsql/bin

7. Se você quiser que a alteração à variável PATH seja permanente, crie um arquivo chamado .tcsh no diretório de início de qualquer usuário (se você estiver usando o shell default do Mac OS X, que é o tcsh), e adicione as seguintes linhas:

setenv PGDATA /usr/local/pgsql/data
setenv PATH ${PATH}:/usr/local/pgsql/bin

Lembrando que a variável PGDATA servirá para indicar ao servidor do PostgreSQL em qual diretório residem os dados.
8. Pronto! Agora você pode iniciar o servidor do PostgreSQL:

postgres@producao> /usr/local/pgsql/bin/pg_ctl -D /usr/local/pgsql/data -l logfile start

Uma vez que o servidor está ativo, crie um banco de dados chamado teste para brincarmos um pouco:

postgres@producao> createdb teste

Você pode usar o programa psql para abrir o banco de dados recém criado e executar comandos SQL diretamente:

postgres@mail> psql teste

Crie uma tabela chamada amigos e insira alguns nomes nela, como a seguir:

teste=# create table amigos (nome varchar primary key, amigos_id serial);
NOTICE: CREATE TABLE will create implicit sequence 'amigos_amigos_id_seq' for
NOTICE: CREATE TABLE / PRIMARY KEY will create implicit index "amigos_pkey" for table "amigos"
CREATE TABLE


test=# insert into amigos (nome) values ('Julia');
INSERT 0 1
test=# insert into amigos (nome) values ('Marcelo');
INSERT 0 1


teste=# select * from amigos;
nome | amigos_id
---------+-----------
Julia | 1
Marcelo | 2
(2 rows)

Para esta primeira parte do artigo já fizemos bastante coisa. Tente você mesmo criar outras tabelas com mais dados utilizando o programa psql ou baixe o programa pgAdmin III, um front-end para o PostgreSQL que pode ajudá-lo na criação de novos bancos de dados, tabelas, índices, etc… e na manutenção do dia-a-dia.

Um abraço e até a parte 2.