Arquivo de fevereiro, 2008

Dizem os grandes nomes da informática que o Sistema Operacional Linux é um dos mais robustos e estáveis que existem.
Pois bem, no mês passado resolvi montar um pequeno servidor-de-firewall para gerenciar uma pequena rede em meu Home-Office. Saquei de um modesto computador AMD K6 de 450 MHz, 64 MB de memória RAM e HD com 20 GB. O Sistema Operacional escolhido foi o Debian Etch.

Reuni alguns artigos de exemplos de scripts de firewall usando o famoso iptables e fiz uma junção que funcionou muito bem, até eu resolver comprar um pequeno Switch e rotear meu modem ADSL para reduzir o custo com a bendita energia elétrica.

Não sou um expert em Linux, mas os artigos que li e as cabeçadas que dei fizeram com que aprendesse o suficiente para colocar um pequeno servidor em produção. E como eu disse no início deste post que o Linux é estável, resolvi capturar a tela do meu pequeno servidor, o qual acessava por SSH direto de meu desktop rodando Windows. Sim, caro leitor, eu utilizo Windows na maior parte do tempo para trabalhar. Quem sabe no futuro as coisas melhorem e eu resolva abandonar a Microsoft de vez. Mas vejo que será difícil. Bem, sem mais delongas, abaixo está a tela do servidor minutos antes de ser desativado:

Uptime Servidor Linux

Pois bem foram 32 dias online e sem uso de no-break! Não acredita nessa façanha? De início, nem eu acreditei. Perto de servidores web e outros servidores empresariais dedicados, que já passaram mais de 2 anos ligados e sem reiniciar, minha experiência é pequena, mas o que mais me chamou a atenção foi a qualidade da energia elétrica distribuída até minha residência! E durante estes dias, dá-lhe tempo ruim, com pancadas de chuva memoráveis e trovoadas idem, além do calor infernal e sem contar outros fatores. Pelo que percebi, não houve grandes oscilações.

Quero deixar aqui o meu agradecimento à CPFL, a concessionária de energia elétrica que cuida do setor onde resido. Estão de parabéns. Nenhuma queda em todos esses dias.

Pois é caro leitor, quando pensar em montar um servidor dedicado, não tenha dúvida: opte pelo Linux e seja feliz como eu fui. Só lamento o abandono do uso contínuo do pequeno servidor por causa do gasto com a eletricidade. Agora com o switch serão míseros 3,37W contra 250W do computador, que de hoje em diante será reutilizado para pequenos testes com servidores de Bancos de Dados.

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Pra que complicar se podemos simplificar?

Mono e .NET

Créditos da imagem: Grupo Mono Project, no Facebook

… mas também de um pouco de música.
Afinal, a música foi criada para alegrar a alma é a arte de manifestar os diversos afetos da nossa alma, segundo um grande mestre do século XVIII. Se bem que tem cada uma por aí que, além de tristeza dá calafrios. Brrr!

Pra quem gosta de um jazz, blues ou mesmo um metalzinho, o vídeo abaixo é de um rapaz francês chamado MattRach, que costuma gravar suas composições e interpretações por conta própria. Recomendo visitar o perfil dele no YouTube.

Espero que você também goste.

É cambada, post rápido mas fatal.

Quem comprou computador financiado pelo Governo (sic!) Federal com parcelas a perder de vista e a taxas mínimas pode sorrir tranquilo. Agora, quem ainda está planejando comprar… Bem, o melhor é correr às lojas o quanto antes porque o cinto vai apertar novamente e as taxas de juros vão subir lá para a estratosfera, mais uma vez.

Engraçado, é só os EUA soltarem um “pum” lá no norte que aqui embaixo, no Brasil, nossa (fraca) economia já sente náuseas e ameaça com vômitos de taxas maiores que dois dígitos e dólar a preços nada convidativos. Falando nisso, quando é que foi mesmo que tivemos uma taxa de juros “real” de um dígito, hein? Não estou lembrado… Sou muito jovem. 😛

Bem, nem tudo é ruim com essa recessão lá na terra do Tio Sam. Pensemos no lado bom da coisa: Sem grana para comprar computadores, o resultado será igual a menos “analfabetos digitais”.

Quem sabe assim, nosso Governo cria uma “Bolsa Informática” para capacitar os “sem-computador”? Creio que os Analistas de Suporte Técnico e outros profissionais da área dirão “amém” para o este parágrafo. 😀

Caro leitor, se você programa em .NET utilizando o Microsoft Visual Studio ou é um fução como eu, se aventurando nesta tecnologia e utiliza o software para desenvolver aplicativos que interajam com Bancos de Dados Relacionais, provavelmente já deve ter ouvido falar ou lido sobre a tecnologia LINQ, criada pela Microsoft para facilitar a nossa vida.

Para quem é iniciante ainda, você pode usar a LINQ praticamente em qualquer coleção de objetos .NET, mas o melhor uso que você pode fazer dele é, sem dúvida, na criação de queries contra SGBDs. Nada de SQL. Mas, toda esta facilidade tem uma desvantagem: a LINQ foi concebida inicialmente para o SQL Server e Access, ambos SGBDs da Microsoft. Portanto, em tese, nada de utilizá-la com PostgreSQL, Oracle, MySQL e outros.

Se você está utilizando o Visual Studio 2008 e assistiu à apresentação sobre a LINQ direto do site da MSDN, ficou eufórico mas depois caiu em tristeza ao saber da notícia no parágrafo acima, ainda tem uma chance de recuperar sua auto-estima:

Um grupo de desenvolvedores está trabalhando num projeto chamado DbLinq Project que disponibiliza a LINQ para os SGBDs Oracle, PostgreSQL, MySQL e recentemente SqlLite. Os Providers estão sendo distribuídos sob a licença MIT, ou LGPL, para ser compatível com o Projeto Mono (em Linux!).

Mas não se entusiasme tanto: como a iniciativa não partiu de dentro da Microsoft, que detém o know-how da linguagem, você poderá enfrentar alguns probleminhas ao utilizar os Providers do DbLinq Project. Para exemplificar, cito alguns:

♦ Queries complexas não funcionam bem;
♦ Suporte a Oracle ainda é deficiente;
♦ Suporte parcial a Stored Procedures e Funções em PostgreSQL e MySQL;
♦ Não há suporte a Sub-Queries e Linq-to-Entities ainda

Mas, quem trabalha com SQL sabe o quão irritante é escrever queries gigantescas para obter algumas linhas de dados. Então, creio que não custa efetuar testes com os Providers citados e se funcionarem relativamente bem, substituir algumas queries SQL por queries LINQ.

Um conselho deixo para os mais afoitos: Teste muito bem seu aplicativo antes de disponibilizar a versão final. Você pode economizar alguns blisteres de Aspirina. 😛

Se você instalou um software novo para Windows que faz uso intensivo do .NET Framework da Microsoft, fez um upgrade do Sistema Operacional ou ainda, pelo uso normal do dia-a-dia seu .NET Framework parece corrompido, você não precisa arrancar os cabelos.
Nas linhas a seguir, obtidas diretamente do site da Microsoft, reproduzo os passos para que você mesmo possa tentar reparar seu ambiente:

1. Obtenha a fonte de instalação original ou localize o local de onde foi obtida. Por exemplo, se você instalou o .NET Framework de um CD-ROM ou de um DVD, insira este disco. Se você baixiu o .NET Framework pela internet, refaça o processo. Salve no disco. Se você obteve a instação de um disco compartilhado na rede local, reconecte-se novamente.
2. Clique Iniciar, Clique Executar, digite o seguinte comando (em uma linha só) e então clique OK:
N:\dotnetframework\dotnetfx.exe /t:c:\temp /c:"msiexec.exe /i c:\temp\netfx.msi REINSTALL=ALL ReinstallMODE=vomus"
Nota: Modifique o N:\ neste comando pelo caminho de instalação original.

Importante: Se você não tem uma pasta C:\temp no seu computador, crie uma antes de executar este comando.

Após este procedimento o Microsoft Windows Installer verificará e reparará a instalação de seu .NET Framework.

O procedimento a seguir se aplica para as seguintes versões do .NET Framework:
• Microsoft .NET Framework 2.0
• Microsoft .NET Framework 1.1
• Microsoft .NET Framework 1.0

Informações originais estão no artigo KB306160, da Microsoft Knowledge Base, em inglês.

ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE:
EXECUTE O COMANDO ACIMA POR SUA PRÓPRIA CONTA E RISCO.
Se acontecer algum problema com seu Sistema Operacional Windows, não me responsabilizo.
Ademais, qualquer informação adicional você pode obter clicando no link que aponta para o artigo original.

Brasileiro é criativo por natureza, isto já se sabe. Meio malandro também, convenhamos.

Agora o que mostro a seguir não sei se partiu de algum conterrâneo “espertinho” ou é sacanagem de algum “irmão” mais esperto ainda.

Tenho um hábito um pouco incomum para os demais, mas para os colegas de profissão, os programadores, é quase que unânime o trabalho nas madrugadas. Sei lá, parece que as idéias fluem melhor durante o sossego da noite. E numa dessas madrugadas… Escova bytes pra cá, escova bits pra lá, troca umas idéias com os colegas e eis que vejo isso no rodapé de uma janela do MSN Messenger:

Na hora me veio um alerta: “Embromation Alert! Embromation Alert! Mais um link pega-trouxa.”

Das duas uma: Ou tem malandragem aí, ou o link que apontava para o suposto “MP6” levava para alguma página que tira um sarrinho da cara do inocente internauta. Que eu saiba, existem os formatos de arquivos multimídia MPEG desde o MP2, passando pelo MP3 até o MP4; o que passar dessa numeração é puramente jogada de marketing. E o pior de tudo, caro leitor, é que tem muito mané por aí que compra um MP5 (sic!) e passa pela casa dos amigos ou conhecidos (também leigos) dizendo que o dito-cujo é tecnologia de última geração. E tem alguns mais manés ainda que dizem: “Ih! Você ainda está nessa de MP3?! Eu tenho um MP5 que bate de 10 a zero…” Coitados, mal sabem que foram engrupidos por um marketing violento e que na realidade o vídeo que estão assistindo em seu “iPod”, na maioria das vezes Made-sabe-se-lá-onde, não passa de um arquivo em formato MP4 ou M4a.

MP6? Hãn… sei.