“Quando o rei de Israel os viu, perguntou a Eliseu: Feri-los-ei, feri-los-ei, meu pai?” – 2Rs 6:21

Muitos tem dito sem conhecimento de causa, que o Deus dos cristãos é um Deus malvado, cruel, impiedoso e acrescentam outros adjetivos mais. Eu, porém, digo que tanto os que proferem tais imprecações, quanto os ignorantes (no bom sentido) que acreditam nestas falácias, estão enganando a si próprios.

Ora, voltemos ao versículo citado: nele, o rei de Israel — na época do profeta Eliseu, por conta de uma disputa que o rei de Samaria intentava contra seu reino — consultou o profeta sobre o que deveria fazer. Levantava seu exército para guerrear contra o oponente ou deveria tomar outra estratégia? Não porque o rei de Israel era fraco e apreensivo, mas porque temia ao Todo Poderoso. Motivo este que o levou a consultar o homem de Deus na época: Eliseu.

Quem não conhece o desfecho desta história (verídica), provavelmente pensará que Eliseu, como homem que era, instruiu ao rei que exterminasse o inimigo. Ledo engano, caro leitor. Eliseu foi ter com Deus, em oração, para pedir que Este poupasse a vida dos inimigos, que já eram numerosos e cercavam a cidade àquele momento, esperando um deslize dos israelitas.

Mas como Deus não gosta de confusão e ouve a oração do justo (e também do injusto), atendeu ao pedido do profeta, o qual rogou que seus inimigos ficassem confundidos e os conduziu para dentro da cidade fortificada. Quer moleza maior do que ter seu inimigo como uma marionete em suas mãos? Para o homem vil e vingativo, como é aquele que não teme a Deus, isso é um prato cheio.

O rei de Israel poderia exterminar a todos, pois estavam sob seu domínio. Mas não o fez. Por quê? Porque era covarde? Negativo. Porque sabia que o Deus a quem servia poderia criar uma situação favorável. Só não sabia como. E o que ele fez? Consultou novamente ao profeta, que certamente consultou ao Todo Poderoso. Resultado? “Respondeu ele [o profeta]: Não os ferirás; fere aqueles que fizeres prisioneiros com a tua espada e o teu arco. Porém a estes [cativos], manda pôr-lhes diante pão e água, para que comam, e bebam, e tornem a seu senhor”. 2Rs 6:22

Ora, quem é o adversário que serve um banquete para seu inimigo e ainda o despede em paz? O homem que não teme a Deus não faz isso. Pelo contrário: “Opa! Já que estão nas nossas mãos, vamos acabar com todos!” ou “Já que esta pessoa desprezível está sob meu domínio, vou dar um fim nela.”, seja de maneira verbal ou material.

O Deus ao qual os cristãos foram instruídos a seguir não ensina a confrontar o inimigo dessa forma, embora Ele mesmo tenha executado juízo fatal sobre Seus inimigos. Ressalvando: Deus é soberano e não cabe ao homem questionar Suas ações. Ele decide e as cumpre. Ponto.

Porém ao homem, Jesus Cristo enquanto esteve na Terra e em feição humana sempre pregou o perdão, por sinal um dos dons mais excelentes que podemos manifestar pois, através dele ganhamos (mesmo que com prejuízo próprio) a guerra e se o inimigo for sensato — como o rei de Samaria foi no passado — podemos até ganhar um amigo.

Portanto, quando tivermos alguma questão com quem quer que seja, procuremos não executar juízo prévio contra ela, antes porém, dialoguemos. Quem sabe durante o diálogo, fazemos um amigo? Nada é impossível.

Texto patético e sem sentido, principalmente no tempo em que estamos vivendo? Talvez. Mas quem sabe um pouco de meditação e reflexão o façam mudar de ideia?

E não deixe de conferir o capítulo todo de 2º Reis 6. Numa Bíblia próxima de você. 😉

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Ainda é tempo…

Publicado: 05/01/2010 em Pessoal

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

… tempo de estar calado, e tempo de falar;”
– Ec. 3:1 e Ec. 3:7b

Ainda estou no tempo do silêncio. Tenho alguns rascunhos mas ainda preciso revisar o que escrevi.
Reconheço que não sou perfeito mas, para não errar ainda mais, resolvi ficar quieto.

Graça e paz de Deus a todos!

Sinceramente fiquei sem entender.
Esse coitado está tentando pregar mesmo ou é brincadeira (de extremo mau-gosto) de algum safado, escarnecedor, que quer desmerecer a Palavra de Deus?

Menos, pessoal. Menos.

Infelizmente ainda não tive a oportunidade de ler o polêmico livro The God Delusion (Deus – Um Delírio, em português), do não menos polêmico biólogo, Richard Dawkins.
Mas tenho acompanhado de perto a encrenca que ele criou ao lançar este lixo, digo, livro e creio que os dois vídeos abaixo, dão uma pequena, senão boa explicação sobre o quanto quem delirou foi Dawkins e não Deus.

Divirta-se, se tiver paciência. Os vídeos estão em inglês, legendados em português.

O delírio de Dawkins exposto
Parte 1:

Parte 2:

Créditos: Dr. William Lane Craig[1][2] e meu irmão na fé, Charles Gomes, por compartilhar essa pérola.

“Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e pecadores. Mas a sabedoria e justificada por suas ações.” – Mt. 11:19

Atualmente, muitos tem distorcido a interpretação do versículo acima dizendo que Jesus Cristo não era só amigo das “prostitutas e demais pecadores”. Tenho ouvido isso de muitos pregadores e alguns que tentam, à sua maneira, propagar o Evangelho da Salvação. E não devem faltar línguas que dizem que Ele foi tão perverso quanto o povo de sua época. Lógicamente que os pregadores, evangelistas e missionários não dizem o que afirmei no primeiro parágrafo, mas muitos por aí afora dizem, e cheios de orgulho, fazendo de Nosso Salvador um deusinho qualquer.
Digamos em tese que o Mestre foi, e depois de sua morte e ressurreição, ainda é amigo dos tais. Mas com uma característica sutil: ele não compactuava com o erro ou o defeito do ser-humano nestas condições e tampouco o faz nos dias de hoje.
Podemos com toda a certeza, dizer que Cristo usou a tática que o rei Davi utilizou séculos antes: fazer-se de bobo (ou insensato) para ganhar o povo com quem convivia. Mas como Ele não é insensato, Ele próprio se justifica no versículo bíblico do início do post.
Embora frequentasse a casa de festeiros, cobradores de impostos (os ladrões da época) e vez ou outra encontrasse prostitutas, adúlteros e outros pecadores mais pelo caminho, Jesus Cristo, com toda a sabedoria não se deixou levar pelo mesmo espírito que ronda a Terra; pois veio do Pai celeste, que é Santo e Nele não há pecado. E raciocinando logicamente, o Filho de Deus também não é pecador. O mesmo Deus certamente Lhe dava sabedoria para sair pela tangente nos momentos mais difíceis como as investidas das mulheres perversas ou a glutonaria presente nas mesas. Não obstante isso, ainda deixava alguma mensagem de conforto ou repreensão caso fosse necessário, para que os errantes viessem a enxergar o que cometiam e se convertessem de seu mau caminho, motivo esse que ao ser julgado perante Herodes, antes de sua crucifixão, não foram encontradas evidências que O condenassem.
Hoje, pensar que “aceitar” a Cristo e continuar a praticar o mal que efetuávamos antes, pensando que não seremos repreendidos é o mesmo que plantar uma árvore em um terreno pavimentado ou cheio de pedras, como foi pregado certa vez. Nossa fé — e consequente salvação — morrerá do mesmo modo que a árvore plantada em tal terreno.
Portanto, se reconheces ou vieres a reconhecer que Jesus Cristo é seu único Senhor e Salvador, não há problema algum em seres amigo de “glutões e demais pecadores”, frequentar suas casas, participar de suas festas e cumprimentá-los à vista de seus irmãos na Fé. O que não deves fazer é seguir o mesmo caminho que eles, pois somos todos pecadores e fomos resgatados da perdição eterna através de muito sofrimento e sangue de nosso Mestre.
Aos já convertidos: Sejamos tolerantes com os pecadores, mas não com o pecado. Parafraseando o apóstolo João: “Não digo isto como novo mandamento”, pois não tenho autoridade para tanto. Basta usar o bom-senso. Se você tiver oportunidade de convencer racional e biblicamente o erro que seu semelhante pratica, não perca tempo. Com sabedoria, respeito e carinho, ensine-o através da exortação bíblica. A pessoa certamente entenderá, poderá abandonar seus vícios, desfazer-se da prática de seus males e assim, como disse o apóstolo Paulo, aos romanos: “Fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre sua cabeça.” – Rm 12:20.

Feliz Natal, seu pecador!

Pensando que a comemoração do nascimento de Cristo é só festa? Já parou pra pensar o quanto ele sofreu por você, por mim e por muitos outros que ainda estão por nascer?

Pois é, se não parou e muito menos entendeu a letra dessa música, confira uma tradução (horrível, por sinal) clicando neste link.

PS: Antes que me atire um “Byte”, sou tão pecador quanto você.